Como o xadrez tem sido patrocinado por criptos cada vez mais
Fala galera do Xadrez Caxias! Desculpa a ausência aqui no blog. Hoje reservei um tempo para falar sobre algumas coisas que eu tenho refletido ultimamente sobre nosso jogo e a intersecção com outros segmentos. É uma boa notícia que o xadrez esteja se popularizando, mesmo com o avanço em IA. Mas de onde tem vindo o dinheiro. É sobre isso que vamos conversar…
A cena mudou rápido. O xadrez, que sempre foi sinônimo de intelectualidade, virou espetáculo diário de internet, com transmissões ao vivo, narradores carismáticos e uma base global que joga e assiste do celular. Quando um esporte barato de produzir, internacional por natureza e com imagem “limpa” explode em alcance digital, marcas que precisam de credibilidade e usuários novos se aproximam. Exchanges e projetos cripto enxergaram exatamente isso.
Não é mera intuição. Plataformas como o Chess.com vêm reportando picos históricos de tráfego desde 2023 e, em abril de 2025, anunciaram 200 milhões de membros, um público imenso, tech-savvy e acessível via streaming, sem depender de TV tradicional.
Esse encontro tem outro detalhe: xadrez combina com narrativa de “cálculo, lógica, transparência”. São valores que o setor cripto, muitas vezes pressionado por desconfiança e regulação, deseja associar à sua marca. E, ao contrário de campeonatos bilionários de outros esportes, o xadrez online permite patrocínios relevantes com orçamentos bem menores.
A partir daí fica natural perguntar: como essas empresas entram? e por que alguns acordos deram tão certo, enquanto outros viraram alerta de reputação?
O que as exchanges buscam no xadrez
Há motivações que se repetem quando conversamos com times de growth e brand:
- Aquisição de clientes com custos previsíveis. Os torneios online permitem inserir códigos de cadastro, links rastreáveis e ofertas exclusivas. Dá para medir custo por cadastro e por depósito inicial de verdade, não só “awareness”.
- Público que entende risco e tecnologia. Jogadores e espectadores de xadrez costumam ter alta adoção de apps, tolerância a interfaces novas e curiosidade por ferramentas financeiras.
- Reputação por associação. Fair play, arbitragens, rating… a simbologia do xadrez ajuda a construir a ideia de processo auditável e disciplina — algo valioso a quem opera mercados 24/7.
- Alcance global sem fricção. Um torneio acontece em uma plataforma com espectadores de muitos países; segmentação de ofertas por região fica mais simples.
- Custo total menor. Diferente de automobilismo ou futebol europeu, a barreira de entrada é mais baixa para “naming rights” de etapas e séries digitais.
- Conteúdo infinito. Blocos de highlights, recortes táticos e reações de streamers geram earned media por semanas.
Como o dinheiro entra no tabuleiro

Os formatos mais comuns de patrocínio seguem uma linha bem clara:
- Naming rights de torneios
A marca dá nome ao evento, aparece em overlays e nas comunicações oficiais. Ex.: o FTX Crypto Cup, major do Champions Chess Tour de 2021 e 2022, com prêmios atrelados ao preço do bitcoin em Miami. - “Presented by” e categorias de apoio
O patrocinador principal “apresenta” a competição; parceiros secundários compõem a cota. Em 2023, o Speed Chess Championship foi apresentado pela Coinbase nas transmissões e matérias oficiais. - Parcerias com federações nacionais
Troca pode incluir verba, infraestrutura e ações em base de jogadores. A CoinEx patrocinou o National Age group Chess Championship nas Filipinas em 2025, um torneio nacional de base com mais de mil participantes. - Patrocínio de ligas/formatos “creator-driven”
Eventos nascem de comunidades de streamers e startups de mídia. A CoinDCX foi title sponsor da Chess Super League na Índia, liga criada por Samay Raina, ChessBase India e Nodwin Gaming. - Integração de produto e prêmios em cripto
Ativações variam de airdrops a bônus para quem abre conta ao vivo, além de prêmios diretamente em tokens. No FTX Crypto Cup 2022, além do prêmio fixo, havia um adicional atrelado ao preço do bitcoin. - Infraestrutura Web3 para o ecossistema do xadrez
Aqui entram projetos que não são exchanges, mas são cripto por base tecnológica.O caso mais sólido é World Chess + Algorand: ratings e títulos oficiais da FIDE online arena registrados on-chain, e um programa de fidelidade (“The Tower”) que grava progressos e recompensas na blockchain.
Casos que definiram o mapa
FTX Crypto Cup: a chegada estrondosa
Em 2021, o Champions Chess Tour batizou um de seus majors como FTX Crypto Cup. A edição reuniu a elite do xadrez e coroou Carlsen; foi a primeira vez que um grande torneio de xadrez carregou com tanta força o nome de uma exchange, incluindo prêmios atrelados ao bitcoin. Em 2022, o evento foi a Miami e repetiu a fórmula. Visibilidade, pauta em mídia generalista e uma frase que grudou: “xadrez combina com blockchain”.
A história tem segundo tempo. Em novembro de 2022, a FTX faliu, e a associação transformou-se em lição de risco reputacional para organizadores e marcas.
Coinbase: do “presented by” a torneios de criadores
A Coinbase usou duas frentes: eventos tier 1 e a cultura de criadores. Em 2023, o Speed Chess Championship, principal circuito de partidas rápidas da Chess.com, foi “presented by Coinbase”, presença repetida em telas, lower thirds e releases. Em paralelo, patrocinou o cryptochamps, um torneio de influenciadores com celebridades do universo cripto. Combinação de alcance massivo e nichos altamente conversíveis.
CoinEx e o investimento de base
Quando uma exchange decide apoiar categorias de formação ou nacionais, ela abre um funil diferente: pais, escolas e federações locais. A CoinEx patrocinou o national age group chess championship nas filipinas em março de 2025, prova de que cripto não está apenas nas superligas: atua também na base, onde reputação se constrói de modo mais silencioso e duradouro.
É evidente que os melhores patrocínios (mais rentáveis) são os que envolvem partidas de xadrez bliz eletrizante já que isso atrai o interesse das pessoas, mais do que partidas pacatas onde pouca emoção acontece.
CoinDCX e a liga que nasceu de uma live
Na Índia, a Chess Super League foi um laboratórioperfeito para marcas Web3 em um país obcecado por xadrez e streaming. A CoinDCX entrou como title sponsor,, e o torneio juntou grandes mestres internacionais, talentos locais e donos de franquia celebridades, tudo transmitido no youtube e jogado no chess.com. Custa menos que uma liga tradicional e rende um volume enorme de clipes e momentos instagramáveis.
Algorand, FIDE e a camada de confiança on-chain
Nem todo patrocinador é exchange. Algorand tornou-se parceira oficial de World Chess e da FIDE Online Arena para registrar ratings e títulos em blockchain, além de patrocinar torneios e lançar um programa de fidelidade on-chain (“The Tower”). Essa linha de parceria vai além do logo. Ela envolve os jogadores.
Por que isso funciona para os dois lados
O patrocínio que “se paga” tem alguns ingredientes quase invariáveis:
- História e formatos pensados para clipes. O xadrez moderno vive de cortes de 30-90 segundos com táticas, gafes e finais eletrizantes. Isso vira anúncio nativo para a marca.
- Chamadas de ação naturais. “Abra sua conta para participar do viewer giveaway”, “resgate o bônus do torneio”, “vote pelo app”… integrações que não quebram a experiência.
- Direcionamento geográfico. Exchanges operam com licenças por país. Como tudo acontece online, dá para veicular assets distintos por região sem inflar o custo de produção.
- Eventos em cadência alta. Xadrez online tem calendário farto; remarketing é quase automático.
O que deu errado (e o que aprendemos)
O caso FTX mostrou os riscos de atrelar um produto financeiro volátil a um esporte com público jovem e em expansão. Quando a empresa quebra, o torneio vira manchete pelos motivos errados, e o organizador precisa explicar a escolha do parceiro. Duas lições saíram fortalecidas:
- Due diligence e cláusulas de moralidade robustas em contratos, com gatilhos de desassociação de marca e fundos de contingência de premiação.
- Preferência por integrações de produto que não empurrem investimento, como prêmios simbólicos, conteúdo educacional ou tecnologia neutra (ex.: rating on-chain), áreas onde a queda de uma empresa não arrasta toda a narrativa.
Quando tecnologia vira conteúdo
Os exemplos mais elegantes têm um padrão: a tecnologia vira pauta, não só banner.
- Ratings e títulos on-chain (Algorand + FIDE Online Arena). O dado competitivo, coração do esporte, passa a ser auditável. Torna-se um case de transparência que a comunidade valoriza.
- Loyalty program on-chain (“The Tower”). O progresso do jogador é gravado em carteira compatível, criando portabilidade e novas formas de reconhecimento entre plataformas.
- Torneios temáticos e prêmios em token. Além do FTX Crypto Cup atrelado ao preço do bitcoin , séries como as arenas promocionais de World Chess com prêmios em ALGO exploram o lúdico sem exigir que o público negocie derivativos.

Tabela-resumo: formatos e exemplos
| Formato | Objetivo do patrocinador | O que encaixa bem no xadrez | Exemplo |
|---|---|---|---|
| Naming rights | Ganhar visibilidade e “autoridade” de evento | Marca constante em telas e mídia | FTX Crypto Cup |
| “Presented by” | Conectar marca a série consagrada | Presença orgânica em transmissões | Speed Chess Championship apresentado pela Coinbase |
| Federação/grassroots | Reputação e relacionamento local | Acesso a clubes, escolas, base | CoinEx no National Age Group PH |
| Liga de criadores | Aquisição rápida e clipes virais | Público jovem e engajado | Chess Super League com CoinDCX |
| Infraestrutura Web3 | Demonstrar utilidade do protocolo | Tecnologias que melhoram o jogo | Ratings on-chain e The Tower (Algorand + World Chess) |
Medindo o que importa
Para uma exchange, a régua costuma ser pragmática:
- Custo por conta criada durante janelas de transmissão, com trackers por país.
- Taxa de primeiro depósito e tempo até a primeira conversão.
- Cohorts por vertical (spot vs. derivativos vs. earn).
- Lift de busca e menções da marca na semana do evento.
- Retenção de quem chegou por xadrez comparada a outras origens.
Para organizadores, o foco está em receita garantida + crescimento de audiência. Se o patrocinador traz público novo, vira parceiro recorrente. A Kucoin, em contrapartida, serve como exemplo de quem tenta fidelizar público com promoções em vez de eventos. Ela aposta na estratégia de divulgação boca a boa por meio do popular kucoin referral code compartilhado entre usuários para gerar benefícios tanto para quem indica como para quem se cadastra. O que traz mais resultados? Depende da tração, mas são estratégias válidas.
Riscos regulatórios
- Segmentação etária nas transmissões e assets nem sempre têm disclaimers claros.
- Geofencing de ofertas por jurisdição; se o produto não está autorizado num país, creative alternativo sem chamada para cadastro.
- Separação editorial: comentaristas independentes de promoções; giveaways conduzidos por equipe paralela.
- Planos de contingência de premiação em caixa segregado do patrocinador.
- Comunicação pós-evento que valoriza o resultado esportivo, não o trading.
Para onde essa história vai
O eixo xadrez-internet está só no meio-jogo. Há um caminho promissor quando tecnologia vira camada de confiança e participação, e não só peça publicitária. A boa notícia é simples: quando a marca ajuda o xadrez a ficar melhor, o público aceita a marca por perto. E há espaço para todos os perfis, da exchange que precisa provar segurança e compliance ao protocolo que quer mostrar utilidade concreta.
Os casos de Coinbase em campeonatos de elite mostram que dá para colar uma marca forte sem engessar o espetáculo. A experiência de base nas Filipinas com a CoinEx prova que apoiar formação rende histórias que ninguém mais está comprando. O trabalho de Algorand com World Chess aponta para um futuro em que credenciais, histórico e programas de progressão vivem em carteiras, com transparência para quem compete e para quem organiza.
E por que isso interessa agora? Porque o xadrez continua crescendo em apps e streams. Em 2025, o Chess.com cravou 200 milhões de membros; a audiência migra, aprende, volta no dia seguinte. Se o xadrez é uma conversa global que nunca desliga, cripto quer estar na mesma sala, de preferência com algo útil para oferecer.

Os termogênicos,tem um excelente papel na hora da atividade física diária, são componentes chave de um programa de controle de peso. Nessa falta de motivação para iniciar treinos e dietas há sempre a opção da cirurgia bariátrica, essa cirurgia elimina a obesidade, mas apresenta alguns riscos adicionais a saúde. Apesar disso é reconhecida pelo conselho federal de medicina, é necessário que as pessoas consultem um médico para saber se enquadram-se para realizar a cirurgia bariátrica. Bom até aqui falamos sobre “dietas balanceadas”, não entramos no mérito do exercício físico. A musculação é extremamente importante para quem quer perder peso, isso porque através de exercícios aeróbicos ou de hipertrofia o corpo ganha massa magra e acaba eliminando gordura. Nada que se compare é claro como atividades mais elaboradas (PUMP, pilates), essas atividades acabam motivando mais o indivíduo pois são realizadas em grupo. O professor dispõe de algumas músicas enquanto seus alunos fazem movimentos específicos, isso acaba sendo excelente na motivação para emagrecer.